terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O passar dos dias traz até mim a certeza de que as coisas não mudam e nunca vão mudar. As pessoas esqueceram o peso que há na palavra "amigo" e a utilizam como se ela fosse um apelido qualquer. Ser amigo é muito mais do que perguntar se está tudo bem, muito mais do que ajudar uma, duas vezes. Ser amigo é algo para toda a hora algo que devemos carregar no peito, que por vezes exige que guardemos as nossas dores para que tomemos a do dito amigo. Ser de fato amigo é uma coisa intensa, quase como um contrato, que é assinado no exato momento em que dizemos "meu amigo". Amigo a gente leva pra cima e para baixo. Amigo a gente entende, mesmo quando se desentende, e pode acontecer bastante. Amigo a gente tenta ajudar, por mais que não se saiba como. Amigo se tem muito pouco, colegas se tem vários. O verdadeiro amigo entende que haverão tempos ruins, onde nada parece dar certo, e nem por isso ele vai estar longe, o verdadeiro amigo vai estar sempre presente pra compartilhar desde as suas maiores felicidades até as suas maiores decepções. Assim como o amor, a amizade não é invejosa. A amizade é algo que vai além da compreensão, que quando esse o tal amor falhar, vai estar prestes a te segurar e te mostrar que a vida vai bem mais além. Então, me faça um único favor, pense muito bem antes de dizer que alguém é seu amigo.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Há quem me diga que "não há pecado se a mentira existir por uma boa causa", outro acrescentam que se foi por essa tal boa causa, é uma mentira social, sem motivos para alarde. Mas agir dessa forma, usar a mentira para esconder algo de pessoas que são consideradas  amigas, ou nomeá-la como mentira justificável, alegando ser por um bem maior, para não causar danos... é certo? Eu tive um motivo que alavancou minha sequencia de pensamentos sobre esse assunto, ainda mais quando já usei muitos motivos para usufruir do refúgio que é usar a mentira. E junto a isso me vem outros pensamentos como o quão a palavra "amizade" perdeu seu significado, ou se tornou menos importante do que as outras coisas. Sabe, por tanto que errei eu busco sempre não julgar os motivos alheios, não me meter quando o assunto não tem muita coisa a ver comigo, e mais.. busco entender o que levou a pessoa a agir daquela forma, a passar por cima de coisas que dizia ser tão importante. Bom, vou deixar a coisa um pouco mais vaga, deixar pra pensar melhor nesses assuntos mas vou deixar um aviso, para todo mundo:  A amizade é como um contrato, um contrato que é para durar, diferente de ser conhecido ou colega. Então cuida de quem tu chama de amigo, porque isso não é pouca coisa. Ser amigo é um peso gigante. E por pior que as coisas sejam, nunca deixe de agir com sinceridade. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Questione. Questione tudo que te for mostrado. Questione tudo o que achar necessário e até mesmo o desnecessário. Nunca permita que a falta ou a omissão de informação te deixe para trás.
Se são palavras que te faltam para que expresses tudo que realmente sentes, te empresto as minhas melhores. Mas só te peço uma coisa: que as use com sinceridade.
Escute bem o meu silêncio. Dele podem ser tiradas muito mais coisas do que de um monólogo.

 Se os gritos lá fora são de tormento, se proteja, tranque as portas e feche as janelas.

Acho que antes reclamar de tudo você tem que estar tentando fazer algo para mudar o tudo. E sim, talvez eu devesse seguir mais as coisas que escrevo.
Acho que o excesso de ar ontem me fez escrever demais! Volto ao princípio de que me sinto uma velha, até mesmo uma tola, que pensa que sabe muito. Porém, me faz bem, me deixa mais leve. E enquanto essas forem as sensações predominantes, eu continuarei a disparar cada palavra do modo que eu achar correto. Quem não gosta, nem deveria estar lendo, não é? Não tô forçando nada, é só fechar aqui e teus problemas com a minha escrita acabam.
Tenho muitas coisas pra falar, inúteis talvez, mas tenho. Só que está tarde, tô com sono, tô ouvindo música e nem isso está conseguindo me dar uma animada. Então vou deixar meu “surto desabafador” para outro momento. Ah! Se alguém ler isso, por favor, leve em consideração a seguinte coisa: VIVA! Aproveite tudo, não deixe que ninguém atrapalhe, nem que diga que você não é suficiente. Você É, ou se faça suficiente, porque todo mundo é capaz. 

 Tô naqueles momentos de precisar desabafar de novo, e meu melhor amigo pra isso ainda é onde eu posso simplesmente escrever. Acho que meu interior é um completo drama: sentimentos dramáticos, paixões dramáticas, e mais tudo... tudo mesmo. E eu gosto disso, acho que dá um ar mais real pras coisas, reflete exatamente como sou e como estou. 

Esse 'status dramático' tá mais pra um estado de espírito. Será que tô me fazendo entendível nas coisas que digo e escrevo, buscando me expressar? Eu só acho que o sentimento é extremamente importante, mesmo achando que as vezes eu abuse muito dele, em tudo assim. Meu drama, meus sentimentos... Eu to com sono, to misturando as coisas, mas sei que to falando do que me cerca, então imagine como as coisas estão.
Fico me sentindo uma estranha depois de ler algumas coisas que eu mesma escrevo. Boa parte das vezes, me sinto com uns 40 anos. E fica pairando aquela coisa de "como é que falo uma coisa dessas sendo que tô começando a viver agora?". Pode parecer estranho, mas sinto que sei alguma coisa a mais. Aí fico nessa dúvida, nessa angústia, perdida e com receio de escrever as coisas que penso e que sinto, ah... como sinto.
Chega de atitudes previsíveis. Troque a fita, mude a estação, faça o que for, só pare de ser aquela coisa de sempre; Sem ação, sem fala, parada no tempo. A vida está correndo, e ela espera que você faça o mesmo. 
Acho que todos estão precisando relembrar que ninguém precisa de super poderes para fazer algo extraordinário.
Eu tenho que concordar: Viver é perigoso. E mais ainda: requer coragem, e muita vontade.
Te perder foi complicado e doloroso, digo... muito doloroso. Mas, como dizem, "há males que vem para o bem", e com certeza você é um deles. E não é uma ofensa. Você me ajudou a crescer demais, a ver a vida de um modo extremamente mais amplo. A melhor coisa que tenho a fazer agora é te agradecer por me mostrar que a vida é dura. Muita gente vai bater de frente e o que precisamos mesmo é aguentar firme para poder levantar e revidar
Eu não sei se é uma coisa que um dia todos tiveram, ou ainda tem, mas, às vezes, eu me vejo em uns momentos muito “eu e eu mesma”, em que não há como resistir e não pensar tudo sobre tudo. E me pego pensando demais em certa coisa, começo a questionar a existência da mesma e, aí, começo a pirar sobre o assunto. No fim, acho graça em como aquela certa coisa é tão grande, mas, sua criação, tão menosprezada.
Danilo Cutrim (Forfun) estava certo em cantar "o comodismo é um mal parasitário". Ouço muita reclamação e pouca ação. Que tal levantar a bunda dessa cadeira e fazer algo bom? Aí, veja se resolve tua vida e para de ser um empecilho, reclamão e inútil. Não seja só parte da sociedade, seja a sociedade.

Parei pra ver horário político esses dias. Pra que mesmo? Parecia tudo tão repetitivo, saúde, saúde, obras e um pouco de educação. Só mudando o fundo, a música estressante e o personagem principal. Mas me mantive ali, firme, até me deparar com um candidato de nome “Papai Noel”. PAPAI NOEL! Dá para acreditar? Desiludi-me totalmente. E ainda é capaz dele ganhar! Não sei como me expressar, mas fica aqui registrada minha indignação. (24 de setembro de 2011 às 20:43 via facebook)

Eu gosto mesmo é de reclamar. Reclamo do dia, que está muito quente, ou da tarde, que está fria demais. Reclamo da comida, que ficou muito salgada, ou do suco, excessivamente doce. Reclamo mais ainda quando não vejo motivos para isso, porque aí é que tenho a certeza de que alguma coisa realmente está errada!
Eu não sei mais o que fazer. Para falar a verdade, não sei mais se devo fazer algo. Sinto meu corpo cansado de procurar abrigo em corpos errados, corpos que não esperam o mesmo que o meu.

De que adianta falar sobre o conhecido? Sobre aquilo que qualquer um pode entender? Não que a graça seja falar exageradamente sobre coisas inimagináveis, ou sobre coisas absurdas. Tampouco escrever algo que exija consulta a um dicionário a cada palavra do texto. Mas o desconhecido é fascinante, e a busca por ele, ainda mais! Gosto de falar sobre algo que ninguém conheça, que obrigue as pessoas a deixarem sua imaginação fluir livremente. E isto não é difícil, basta esquecer um pouco a razão e deixar teus sentidos te guiarem aos lugares mais inóspitos do teu inconsciente. E eu te garanto: não é impossível! Na verdade nada é impossível, é tudo questão de querer, tentar e agir.
Não sei o que falta, não sei se realmente é uma falta que faz falta. De repente, não é nada, e eu só preciso de algo pra escrever, algo pra me inspirar. E nessa enrolação, acho meu cantinho, meu refúgio daqueles que não entendem. Na verdade, eu não espero que eles me entendam. Nem que se esforcem para isso. É coisa minha, quero que ao menos o que eu sinto se mantenha ao meu gosto, do meu jeito.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Pessoas são traiçoeiras, sentimentos são traiçoeiros e fica sempre aquela dúvida se devemos realmente confiar ou simplesmente conviver sabendo que não se pode esperar nada de ninguém. Quer dizer, existem os amigos, que por vezes fazem coisas maravilhosas, fazem com que nos sintamos melhor... Mas até que ponto ele faz aquilo por nós mais do que faz por ele mesmo? Mais do que para manter um nível social adequado ao seu gosto? Ou mais do que pra se sentir incluso e prestativo? Sim, eu sou um desacreditado. Talvez eu tenha me tornando um cético sem que eu tivesse opção de escolha, ou consciência disso, mas tenho bons argumentos e bons motivos pra isso. E eu só prefiro acreditar que as pessoas são mais capazes de magoar do que fazer feliz, pra poder prevenir qualquer ato egocêntrico, ou qualquer próxima decepção.
"Se você não fizer algo por si, ninguém mais pode ou irá fazer."
Não é falta de tentar, se fosse só isso eu continuaria sempre tentando. Mas era alguma coisa a mais, alguma coisa que sempre me puxava para baixo, que testava a minha capacidade de reconstruir destroços. "Mantenha-se forte" era o que diziam bocas que se movimentavam sem nenhum conhecimento profundo sobre o porque eu deveria me manter forte, apenas diziam para tentar me confortar. Infelizmente eu já não sabia exatamente o que significava a palavra conforto, por mais que usassem um conjunto de lindas palavras tentando me trazer esse sentimento, ele em si há tempos não fazia parte dos meus dias. Na realidade um suposto sentimento de vazio me dominava, só não sabia se poderia considera-lo como digno de ser um sentimento mesmo, talvez fosse mais apropriado chamá-lo apenas de companheiro. Ele me acompanhava dia após dia, sentava-se ao meu lado, deitava-se ao meu lado parecendo ser o único com capacidade suficiente para nunca me abandonar. Querendo ou não eu me entregava a ele completamente, o vazio me dominava de um jeito que era difícil se libertar. Acho que é mais coerente dizer "de um jeito que eu não queria me libertar"... Tá aí, era mais isso mesmo. Eu não conseguia, ou queria, mais fazer questão de fazer grandes diferenças, mudanças positivas, era tão mais fácil ficar no vazio, onde não teriam mais tombos, ou surpresas desagradáveis.